ALADDIN: 10 Diferenças entre a animação e o filme em live-action

25 de maio de 2019 Diego Domingos
Aladdin

Aladdin

Sim, sim, Cinemaaaaaaaster. Um dos pontos que fazem o live-action de Aladdin ser um filme realmente interessante é que ele realmente tem vida própria para além da animação. Afinal, isso é o mínimo que se espera de uma adaptação, já que se fosse um copiar e colar de histórias, qual a necessidade de se fazer um em live-action?! E todo o material adicionado à clássica história de Aladdin no live-action tornou a trama ainda mais forte e outra, fez com que eu e você pudéssemos saber ainda mais sobre determinados personagens.

Com isso Cinemaster, neste PostMovie Especial eu e você vamos conferir ao menos 10 diferenças entre o live-action de Aladdin e a clássica animação, lançada em 1992.

Jasmine se torna Sultana

Essa é a maior diferença de todas, Cinemaster. E, sem dúvida, é a mais bem-vinda. No final do live-action de Aladdin, Jasmine se torna a Sultana. O interessante é que essa sempre foi sua principal motivação ao longo de todo o filme. O seu objetivo, diferente da animação, não era se casar por amor, isso sempre estava em segundo plano. Jasmine sempre quis ser a Sultana para que pudesse realmente liderar o povo de Agrabah a uma prosperidade ainda maior. E acima de tudo, livrar o reino de Jafar, já que ele estava ganhando mais e mais poder, sobretudo, porque o vilão enfeitiçava o “Baba” de Jasmine para conseguir o que queria. Ah sim, vale ressaltar que na animação o Sultão muda a lei para que Jasmine e Aladdin possam se casar. Enquanto no live-action ela se torna a primeira Sultana de Agrabah, consegue mudar a lei e por conseguinte se casa com Aladdin.

Cultura árabe e elenco diversificado

Na mesma medida que Aladdin de 1992 sempre foi tido como um clássico do cinema mundial, muito se criticou na época, e até hoje, o elenco de vozes da animação, todos brancos, e a forma com que a cultura árabe foi tratada. Bem diferente do live-action, em que todo o elenco principal tem descendência asiática ou africana.

  • Will Smith (Gênio) – Afro-americano;
  • Meena Massod (Aladdin) – Egípcio-Canadense;
  • Naomi Scott (Jasmine) – Britânica Indiana;
  • Marwan Kenzari (Jafar) – Tunisiano;
  • Navid Negahban (Sultão) – Iraniano-Americano;
  • Nasim Pedrad (Dalia) – Iraniana-Americana;
  • Numan Acar (Hakim) – Turco-Alemão.

Vale lembrar Cinemaster que as filmagens do live-action de Aladdin foram adiadas porque o processo de seleção de Jasmine e Aladdin não foi nada fácil. A ideia inicial da Walt Disney era encontrar atores ou africanos ou do Oriente Médio que soubesse cantar, dançar e atuar. Sem encontrar ninguém, eles partiram para os descendentes.

As regras dos pedidos se tornaram mais específicas

Tanto no live-action quanto na animação, o Gênio explica a Aladdin que existem três regras com três aos três desejos:

  • Não se pode pedir para matar alguém;
  • Não se pode pedir para alguém ficar apaixonado por você;
  • Não se pode trazer alguém dos mortos.

Até aqui tudo bem! Mas na animação, quando Aladdin questiona o Gênio: “Hey, você pode me transformar em um Príncipe?”, ele de imediato parte para a ação. No live-action, o Gênio de Will Smith, explica: “Existe uma área cinza em ‘Me faça se tornar um Príncipe'”. Nesse caso, Aladdin Cinemaster precisa ser ainda mais específico.

Outro detalhe mega interessante e que difere entre os filmes: na clássica animação, depois que você esfrega a lâmpada uma vez, você não precisa esfregá-la mais. Com isso, você pode solicitar os seus demais desejos. No live-action não, quem estiver com a lâmpada precisa esfregá-la para que o desejo seja realizado, toda vez. Por isso que o Gênio de Will Smith precisa fazer com que Aladdin “assine” o termo de que usou um dos seus desejos, já que assim ele queria por completo as regras da própria lâmpada.

Jasmine ganhou sua própria música (“Speechless”)

E pode anotar Cinemaster… “Speechless” tem tudo para chegar ao Globo de Ouro e a Oscar em Melhor Canção Original. Enquanto na animação Jasmine canta com Aladdin, no live-action a Princesa ganhou uma música só sua. A canção foi composta pela mesma dupla de La La Land, Pasek and Paul, a pedido da lenda Alan Menken. E ficou realmente show de bola! Fora que Naomi Scott tornou a performance da canção ainda mais expressiva.


Alan Menken compôs uma nova trilha sonora

Justamente por se tratar de uma adaptação Cinemaster não havia como pegar a trilha sonora da animação de Aladdin e simplesmente colocá-la no live-action. Até porque o tom dos dois filmes é completamente diferente. Mediante isso, Alan Menken – que já havia ganho dois Oscars pela animação de Aladdin (Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original por “A Whole New World”) criou toda uma nova trilha sonora. Ficou bonita, mas não tão expressiva quanto a original.

Jafar no live-action é bem diferente

Não apenas na aparência Cinemaster, mas o Jafar do live-action é bem diferente da animação. Antes de mais nada, enquanto o vilão da animação é um tanto velho, o do live-action é vivido por Marwan Kenzari, com 36 anos de idade. Mas mais além do que isso: na animação, Jafar quer se casar com Jasmine para tomar conta de tudo, no live-action, o casamento se torna uma das decisões de Jafar. E outra, o novo filme quer a todo custo invadir Sharabad, o lugar de onde a mãe de Jasmine veio. Por fim, mas não menos importante, o live-action apresentou detalhes do passado de Jafar. Quando estão no deserto, o vilão revela a Aladdin que era como ele, um ladrão nas ruas de Agrabah.

O clímax do live-action tem mais ação

Enquanto na animação rola até Jafar em um número musical, o clímax do live-action de Aladdin é bem diferente, Cinemaster. Não apenas porque tem mais ação, mas também por conta do gigantesco Iago, que é transformado em um pássaro gigante. Ele não está na animação. Não custa lembrar que esse “pássaro gigante” é uma referência a um dos personagens dos vários contos de As Mil e Uma Noites, compilado de histórias sobre o Oriente Médio que inclusive inspirou Aladdin.

Mais sobre a mãe de Jasmine

Outro elemento que chama muita atenção no live-action de Aladdin é que mais detalhes são revelados sobre a mãe de Jasmine, inclusive, que ela foi morta. Essa é a grande justificativa do Sultão para manter Jasmine tão “presa” dentro do palácio. Já na animação, a mãe de Jasmine só é citada uma vez, quando o Sultão fica sem saber o que fazer ao certo sobre a ideia de Jasmine, de só se casar por amor. Vale lembrar Cinemaster que as animações da Walt Disney realmente não trazem essa figura materna. Inclusive, o fato das princesas terem perdido suas mães, ou não saberem quem elas são, foi até ironizado em Wifi Ralph, quando Vanellope diz para as princesas que não tem mãe, e todas elas gritam, “Nós também não.”

Dalia (Personagem do Live-Action)

Enquanto na animação Jasmine é a única personagem feminina de todo o filme, os roteiras do live-action resolveram adicionar Dalia, assistente pessoal e amiga da Princesa. Fora que ela também foi responsável por alguns dos momentos mais hilários de todo o filme, na cena em que o Gênio a convida para caminhar no palácio.

Gênio tem uma bela história de amor

Eu e você CInemaster até tínhamos conversado sobre isso no review de Aladdin. Quando você transforma uma animação em um live-action, é necessário que haja ações mais humanas, mais histórias humanas. Claro que os longas em animação de hoje em dia, principalmente os da Pixar, têm uma carga dramática sensacional, vide UP – Altas Aventuras, Toy Story 3 e Divertida Mente (que não é um filme para crianças, diga-se de passagem), mas no live-action essa carga precisa ser elevada, afinal, é necessário criar uma conexão ainda maior com o espectador.

E o mais espetacular é que a cena de abertura de Aladdin se conecta diretamente com o final do filme. O final do Gênio foi mais do que divertido e mega especial, Cinemaster!

P.S. Aquele “The End” no final foi colocado justamente para ninguém pensar que a dança do elenco em seguida ainda fizesse parte da história e, principalmente, para não acabar com a “magia” da trama (hahahah).

ALADDIN [REVIEW]: O título deveria ser “Jasmine e o Gênio”

No elenco de Aladdin:  “Will Smith como o Gênio, que tem o poder de conceder três desejos a quem possuir sua lâmpada mágica; Mena Massoud como Aladdin, o infeliz, mas amável garoto de rua que se apaixona pela filha do Sultão; Naomi Scott como a Princesa Jasmine, a linda filha do Sultão, que quer dizer ao mundo como viver sua própria vida; Marwan Kenzari como Jafar, um feiticeiro maligno que planeja algo nefasto para acabar com o Sultão e governar sozinho a região de Agrabah; Navid Negahban como o Sultão, o governante de Agrabah que está ansioso para encontrar um marido apropriado para sua filha, Jasmine; Nasim Pedrad como Dalia, donzela e confidente da Princesa Jasmine; Billy Magnussen como Príncipe Anders, um pretendente de Skanland e marido em potencial da Princesa Jasmine; e Numan Acar como Hakim, o braço direito de Jafar e chefe dos guardas do palácio.”

O live-action Cinemaster é comandado por Guy Ritchie, o mesmo de Sherlock Holmes. Aladdin já está em exibição nos cinemas nacionais.