ALADDIN: O que não deu certo e o que deu certo no live-action

25 de maio de 2019 Diego Domingos
Aladdin (Live-Action)

Aladdin (Live-Action)

Cinemaaaaaaaaster, Aladdin é realmente uma das mais eletrizantes releituras das clássicas animações da Walt Disney que o estúdio já fez. No entanto, contudo, todavia, houve elementos que funcionaram, da mesma forma que houve elementos que não funcionaram. Discordou de algo aqui, Cinemaster?! Sensacional! Concordou com algo?! Sensacional da mesma forma. Afinal, imagina o quão chato seria se todo mundo tivesse as mesmas opiniões sobre filmes, as conversas nunca seriam tão interessantes assim!

Partiu então detalhar Cinemaster o que realmente deu certo e o que não deu certo no live-action Walt Disney de Aladdin:

O Que Não Deu Certo

Direção

Guy Ritchie já mostrou em trabalhos anteriores que ele realmente é um bom diretor, sobretudo, em Sherlock Holmes, Agentes da U.N.C.L.E., Revólver e alguns outros, mas no live-action de Aladdin, ele deixou um tanto a desejar. E isso inclusive é bastante curioso entre os diretores das releituras Walt Disney.

É como se os diretores Cinemaster se preocupassem muito mais com o fato de filmar tudo o que está no roteiro, já que a produção em questão em um mega blockbuster de quase US$ 200 milhões, ao invés de aliar isso a uma direção muito bem trabalhada. Entre todos os diretores que passaram pela Walt Disney nas releituras das animações, apenas Tim Burton soube trabalhar bem com uma linguagem mais artística. E eu realmente esperava que Guy trouxesse essa visão mais artística, mas não veio.

Trilha Sonora

Tudo bem que Alan Menken é um dos compositores mais icônicos do cinema, mas no live-action de Aladdin, todo o seu trabalho ao redor da produção não se destacou. A trilha sonora da produção não conseguiu ter o mesmo nível de expressividade que o da animação trouxe. Vale salientar que a animação levou dois Oscars, Melhor Canção Original para “A Whole New World” e Melhor Trilha Sonora. A trilha do live-action não funcionou como um personagem, sobretudo, por se tratar de um filme musical.

Efeitos Visuais

Todo o primeiro ato, que vai até o ponto de virada da saída de Aladdin da Caverna dos Tesouros, trouxe efeitos visuais apenas bons. Toda a cena da caverna ficou espetacular, mas é notório Cinemaster que o visual em computação gráfica do Gênio vai melhorando ao longo do filme, até que no final realmente funciona. E outra, as cenas também em CG de Agrabah, no começo do filme, também não estão detalhadas.

Números Musicais

E os números musicais Cinemaster também ficaram apenas bons. Na verdade, na verdade mesmo, confesso a você que eu esperava por mais números musicais. Mas transpareceu como se o live-action de Aladdin tivesse toda uma história em que as partes “musicais” fossem apenas detalhes que eram necessários porque todos eles estavam na animação original. Apenas por isso! Mas, por exemplo, as atuações do elenco nos números musicais ficaram satisfatórias. Elogios principalmente para Mena Massoud na canção “A Friend Like Me” e também na dança dentro do Castelo, com Jasmine. Ah sim, e sem deixar de lado Naomi Scott em “Speechless”.

O Que Deu Certo

História

A história é o segundo melhor trunfo que o live-action de Aladdin tem, depois do elenco! As duas modificações centrais realizadas pela dupla de roteiristas em comparação com a animação original…

  • Uma história para o Gênio humano;
  • Jasmine tornar-se Sultana.

… ficaram show de bola Cinemaster porque funcionaram como duas grandes surpresas ao longo do filme. Afinal, enquanto na animação o desejo de Jasmine é poder se casar por amor, no live-action o seu desejo é político, ela quer governar Agrabah. Mediante isso, o “Baba” de Jasmine passa a ela o poder de se tornar Sultana e por conseguinte de mudar a lei para poder se casar com Aladdin. No resumo da ópera Cinemaster é como se o live-action fosse muito mais sobre as histórias do Gênio e de Jasmine do que do próprio Aladdin. Fora que o humor, as tensões, os diálogos, foram bem desenvolvidos.

Elenco

É exatamente aqui onde mora o coração do live-action de Aladdin. A Disney poderia ter uma história digna de Oscar, mas sem o elenco perfeito… ela não iria funcionar! Will Smith vem espetacular. Sua atuação vem de forma bastante original, e nem mesmo como a versão azul do Gênio eu me recordei de Robin Williams (exceto no momento do easter egg, com o desenho da animação estampado no pergaminho que o Gênio mostra a Aladdin na cena da caverna). A química entre Mena Massoud e Naomi Scott é realmente de se admirar, e de todo o elenco principal também. Menção também a Marwan Kenzari como Jafar. Ele ficou com o personagem mais difícil, já que na animação – por ser mais fantasioso, Jafar é mais caricato – enquanto no live-action ele tinha que se conectar com a realidade e sua “malvadeza” realmente funcionou.

Canção Original

“Speechless” é muito boa! A melodia e a letra não só casam com a história do live-action em si, mas também como se conecta com toda a representatividade do empoderamento feminino que é a jornada de Jasmine ao longo de Aladdin. Eu diria até Cinemaster que a música tem grandes chances de chegar ao Oscar 2020 em Melhor Canção Original. E no filme, a atuação de Naomi Scott durante o número musical também foi muito bem dirigido, coreografado e atuado.

Elementos técnicos (Direção de Arte e Figurino)

Por fim, os elementos técnicos que realmente são de encher os olhos por tamanha qualidade e grandiosidade do que foi produzido. Os sets e os figurinos de Aladdin Cinemaster são colossais. Dizer que o filme vai ser indicado ao Oscar nessas categorias é o mínimo que a Academia poderia fazer, já que – ao menos nesses quesitos e também em Canção Original – o live-action de Aladdin fez um trabalho espetacular.

ALADDIN [REVIEW]: O título deveria ser “Jasmine e o Gênio”

No elenco de Aladdin:  “Will Smith como o Gênio, que tem o poder de conceder três desejos a quem possuir sua lâmpada mágica; Mena Massoud como Aladdin, o infeliz, mas amável garoto de rua que se apaixona pela filha do Sultão; Naomi Scott como a Princesa Jasmine, a linda filha do Sultão, que quer dizer ao mundo como viver sua própria vida; Marwan Kenzari como Jafar, um feiticeiro maligno que planeja algo nefasto para acabar com o Sultão e governar sozinho a região de Agrabah; Navid Negahban como o Sultão, o governante de Agrabah que está ansioso para encontrar um marido apropriado para sua filha, Jasmine; Nasim Pedrad como Dalia, donzela e confidente da Princesa Jasmine; Billy Magnussen como Príncipe Anders, um pretendente de Skanland e marido em potencial da Princesa Jasmine; e Numan Acar como Hakim, o braço direito de Jafar e chefe dos guardas do palácio.”

O live-action Cinemaster é comandado por Guy Ritchie, o mesmo de Sherlock Holmes. Aladdin já está em exibição nos cinemas nacionais.