BOHEMIAN RHAPSODY: O que aconteceu com Paul Prenter, o vilão do filme?

4 de novembro de 2018 Diego Domingos
bohemian-rhapsody

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Sim, sim, Cinemaaaaaaaaaaaster. Conferi Bohemian Rhapsody nesse sábado e vou te dizer, espetacular na forma com que os fatos e as músicas foram tratadas.

O filme foi na medida certa com relação a homossexualidade de Freddie Mercury, e discordo pra valer da imprensa americana, que cita que Bohemian Rhapsody precisava ser 18+ para trazer o “real” Freddie Mercury. 

De forma alguma, Cinemaster. De forma gradativa, assim como aconteceu na vida real, Freddie foi se descobrindo gay e toda essa relação foi se desenrolando ao longo do filme.

Só que um personagem especificamente me chamou muito atenção. Da mesma forma que o final de O Primeiro Homem me fez ir atrás pesquisar na imprensa americana se Neil Armstrong realmente tinha levado a pulseirinha da filha para a Lua, fui pesquisas Cinemaster pra saber ao certo se Paul Prenter foi realmente todo esse vilão na vida de Freddie.

E Cinemaster, foi e não foi!

Tudo bem que eu e você estamos falando de uma cinebiografia americana, ou seja, é um filme que precisa de um vilão, mas ainda assim, a história de verdade é ainda mais curiosa do que é mostrada em Bohemian Rhapsody.

O jornal Metro e o Yahoo! UK Cinemaster explicaram quem era Paul Prenter, que em Bohemian Rhapsody é vivido por Allen Leech, e sua real relação com Freddie:

“Na vida real, Prenter era um DJ de rádio de Belfast, na Irlanda do Norte, que acabou conhecendo e se envolvendo – pessoalmente e profissionalmente – com Mercury. Prenter conheceu Mercury em um bar em 1975. Em algum momento durante esse período, Prenter e Mercury tiveram um relacionamento sexual – algo que Prenter mais tarde, supostamente, usou para chantagear Mercury, que não estava tecnicamente fora do armário na época. Acreditava-se que a relação de negócios deles era em grande parte positiva nos primeiros cinco anos de Prenter trabalhando para Mercury, mas as coisas começaram a ir mal em 1982.”

“Prenter realmente não se dava muito bem com todos os outros membros do Queen, e seu relacionamento difícil com os outros membros do grupo chegou ao ápice no lançamento do álbum Hot Space, de 1982. Brian May e Roger Taylor não gostaram do som e do tom do álbum, e culparam Prenter pelas influências em cima de Freddie que fizeram o disco sair daquela forma. Ainda assim, Prender continuou como o empresário de Freddie.”

“No filme, Mercury finalmente demite Prenter em 1985, com a principal razão dele não ter informado o vocalista de Queen sobre o grandioso e icônico Live Aid. Em retaliação, o rejeitado Prenter, em seguida, dá uma entrevista na televisão, onde ele expõe a vida de Mercury. Na realidade, Prenter foi demitido no ano seguinte, após o show no Live Aid. Quanto ao momento do filme, ele não deu uma entrevista na TV. Na verdade, ele vendeu uma história para o The Sun, em 1987, onde revelou que Mercury era gay, e também divulgou o relacionamento de Freddie com Jim Hutton.”

Paul Prenter Cinemaster morrer em 1991 de AIDS, no mesmo ano que Freddie também faleceu e pela mesma causa.

 

Com roteiro de Anthony McCarten, o mesmo de A Teoria de Tudo e O Destino de uma Nação, e direção de Bryan Singer, Bohemian Rhapsody tem estreia no Brasil confirmada para 1º de novembro!!!