OSCAR 2019: Indicados e possível vencedor em Edição de Som

3 de fevereiro de 2019 Diego Domingos
Oscar 2019 - Análise sobre os indicados em Edição de Som

Oscar 2019 – Análise sobre os indicados em Edição de Som

Sim, sim, Cinemaaaaaaaaaaster. Continuando com o projeto #CinemaNews no Oscar 2019, hoje e amanhã eu e você estaremos envolvidos entre os sons dos indicados em Melhor Edição e Melhor Mixagem de Som. Lembrando que primeiro se edita o som para depois ele ser mixado.

Tudo bem que as duas categorias podem gerar confusão, mas eu tô aqui justamente pra dar uma explicação mais detalhada para você, Cinemaster (hahaha). É na Edição de Som em que os sons de um filme são criados. Todos os sons com exceção da trilha sonora – que inclusive tem duas categorias específicas para tal. A Edição de Som basicamente cria todos os sons que não tiveram como ser gravados no estúdio onde o filme foi rodado ou na locação externa onde a produção foi filmada. Tranquilo?!

Partiu então analisar todos os indicados ao Oscar 2019 de Melhor Edição de Som. São eles:

Oscar 2019 - Análise sobre os indicados em Edição de Som

Oscar 2019 – Análise sobre os indicados em Edição de Som

Pantera Negra

Indicados: Benjamin A. Burtt e Steve Boeddeker.

Entre todos os indicados Cinemaster Pantera Negra é o mais café com leite. Mas ainda assim, a grandiosidade do trabalho de Edição de Som da produção da Marvel Studios está na criação dos sons para instrumentos utilizados nas grandiosas cenas lutas. Como boa parte dos instrumentos utilizados nas cenas de luta têm influência da cultura africana, a equipe do filme precisou desenvolver um tipo de som que não fosse parecido com qualquer outra produção da Marvel Studios e mais ainda com os mais variados filmes da atualidade. Além, claro, de todos os sons desenvolvidos para a representação tecnológica de Wakanda. Um ponto interessante é que Ryan Coogler é muito atento aos detalhes sonoros, então, quando um vidro explode – como na cena na Coreia do Sul – o som é totalmente focado na explosão do vidro. É realmente muito legal.

Sobre a equipe Cinemaster: Benjamin A. Burtt está em sua primeira indicação e Steve Boeddeker vai para sua terceira: duas por Pantera Negra e uma por Até o Fim.

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Bohemian Rhapsody

Indicados: John Warhurst e Nina Hartstone.

Wooooow, Cinemaster. Filmes que têm a música como tema tem como trabalho mínimo trazer a melhor Edição de Som e a melhor Mixagem de Som possível. Nasce Uma Estrela não está aqui, já que a vaga ficou com Pantera Negra, mas Bohemian Rhapsody representa bem o que eu e você conversamos mais acima. O grande trunfo do filme está justamente na maneira com que o Queen fazia suas músicas, ou seja, a criação delas sempre envolveu o desenvolvimento de sons que não eram nada comuns na época. E isso conta bastante para o filme.

Destaco aqui dois momentos específicos: o primeiro é o show do Live Aid, em que o som da plateia foi produzido em estúdio, mas também contou com o apoio do público. Isso porque a equipe técnica de Bohemian Rhapsody Cinemaster montou uma campanha no Reino Unido para que as pessoas mandassem vídeos da sua reação em um show do Queen, e os gritos e palmas foram todos utilizados na edição de som da produção. E a segunda cena é a da criação da música We Will Rock You, em que os integrantes da banda e suas esposas batem os pés. Pois bem, tudo isso é som desenvolvido dentro do estúdio. Mas de um modo geral, o som obviamente está presente ao longo de todo o filme, e em altíssimo nível diga-se de passagem.

Sobre a equipe Cinemaster: Tanto John Warhurst, quanto Nina Hartstone estão em sua primeira indicação.

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O Primeiro Homem

Indicados: Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan.

Agora sim a brincadeira ficou ainda mais interessante. Assim como filme que têm música como tema, longas de ficção científica também estão mais do que propensos a terem a melhor Edição e Mixagem de Som. Mas O Primeiro Homem leva tudo a um nível ainda mais elevado. O que mais me deixou em impressionado em O Primeiro Homem no aspecto da edição de som Cinemaster é justamente os detalhes sonoros nas cenas que envolvem os foguetes. É realmente um trabalho meticuloso. Além do filme em si ser espetacular, a cena em que Neil está passando por um treinamento e que ele precisa sair do objeto em questão e que ele é arrastado pelo paraquedas e logo em seguida o veículo explode. Pois bem, tudo ali representa bem a Edição de Som, em que todos os sons tiveram que ser criados em estúdio.

Sobre os indicados: Ai-Ling Lee está em sua quarta indicação, tanto por Edição de Som, quanto por Mixagem de Som em O Primeiro Homem e La La Land, também de Damien Chazelle. E Mildred Iatrou Morgan está em sua segunda indicação Cinemaster, ambas por Edição de Som, e por O Primeiro Homem e La La Land.

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Um Lugar Silencioso

Indicados: Ethan Van der Ryn e Erik Aadahl.

Cinemaaaaaaaaster, sabe quando o som só aparece quando ele é realmente necessário?! Esse é Um Lugar Silencioso! A beleza da edição de som aqui está justamente nos elementos que se fizeram ter a necessidade do som, como o brinquedo do garoto no começo do filme, como o choro do bebê, como o som dos monstros. Isso porque Cinemaster como o silêncio é parte da narrativa, se o som aparecesse em todos os momentos o filme perderia o sentido. Destaco aqui a tensa cena da banheira, em que a personagem de Emily Blunt está prestes a dar a luz mas o monstro está muito próximo, e os fogos de artifício são a cereja do bolo para que todo o momento funcione.

Sobre a equipe de indicados: Ethan Van der Ryn já levou dos dois Oscars Cinemaster de seis indicações. As vitórias vieram por: O Senhor dos Anéis: As Duas Torres e King Kong. E Erik Aadahl tem três indicações, todas elas em parceria com Ethan: Transformers – O Lado Oculto da Lua, Argo e Um Lugar Silencioso.

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ROMA

Indicados: Sergio Díaz e Skip Lievsay.

Wooow, Cinemaster. Não é nada comum ter filmes dramáticos – digo em gênero, não de forma pejorativa – indicados nas duas mais técnicas categorias de som. Mas ROMA é totalmente diferente, ROMA é por si só um filme diferente. E Alfonso Cuarón Cinemaster, que fez Gravidade, é mestre na arte dos sons. Todo o filme tem uma forte conexão com a água, já que ela funciona como uma metáfora para o que a vida traz e leva.

Quero destacar dois pontos mais do que sensacionais nesse aspecto. O primeiro é que a Edição de Som em ROMA está justamente em mostrar o quão vivo é o bairro, então os sons chamam muita atenção. E o segundo ponto é a cena final (mas sem deixar de lado também a cena do protesto). Além de toda a composição estar espetacular: a fotografia, a direção, a direção dos atores, o som do mar é o protagonista ali. Inclusive, ouso dizer que Cuarón se inspirou em Christopher Nolan. A técnica máxima de Nolan Cinemaster para criar impacto por meio do som é aumentar o volume de forma que mal se dê para ouvir o que os personagens estão falando. E na cena final você está tão envolvido com o barulho do mar, com a tensão das crianças indo mais para o fundo, de Cleo também indo para o fundo. Espetacular e emocionante!

Sobre a equipe de indicados: Sergio Diaz está em sua primeira indicação Cinemaster, mas ele já trabalhou em grandes filmes do trio mexicano: Alfonso Cuarón, Guillermo del Toro e Alejandro Gonzalez, como: Babel, Hellboy 2, O Labirinto do Fauno e ROMA. E Skip Lievsay já levou um Oscar por Mixagem de Som em Gravidade, longa de Cuarón. Skip já recebeu Cinemaster outras oito indicações.

Oscar 2019 – Análise sobre os indicados em Edição de Som

E o Oscar de Melhor Edição de Som vai para…

O Primeiro Homem! O filme de Damien Chazelle Cinemaster trouxe em todos os aspectos um tom inovador para uma história que já foi vista e revista diversas vezes e a Edição de Som do filme está na excelência de trazer uma perspectiva diferente para com esses sons, sobretudo, pelos detalhes.

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