X-MEN: FÊNIX NEGRA: O que deu certo e o que não deu certo

7 de junho de 2019 Diego Domingos
X-Men: Fênix Negra (O que deu certo e o que não deu)

X-Men: Fênix Negra (O que deu certo e o que não deu)

Sim, sim, Cinemaaaaaaaster. X-Men: Fênix Negra realmente está longe de configurar entre os melhores blockbusters do ano. O filme é fraco, sem emoção e com pontos de virada mais fraco ainda. No entanto, a produção ficou bem melhor que o tenebroso X-Men: Apocalipse. Tudo bem, Fênix Negra não é o final minimamente interessante para uma franquia que está no cinema há 19 anos. Mas ainda assim, alguns pontos são interessantes na produção.

Com isso Cinemaster partiu detalhar o que deu certo e o que não deu certo em X-Men: Fênix Negra:

O Que Deu Certo

Trilha Sonora

É meramente impossível não ser impactado pela trilha sonora de Hans Zimmer. Aqui a relação é de quando a trilha é melhor que todo o filme. Batman Vs Superman aconteceu o mesmo, Tron – O Legado aconteceu o mesmo, e em várias outras produções também. Mas o trabalho de Hans Zimmer em X-Men: Fênix Negra é espetacular, Cinemaster. A principal marca de Zimmer é usar vocal para tornar a trilha ainda mais clássica. E no geral, a trilha sonora realmente deu muito certo. Confesso que eu ficava acompanhando a batida da trilha com o pé ou com a mão na perna (hahahah). Um ótimo trabalho de Hans Zimmer.

Elenco

O elenco de X-Men: Fênix Negra Cinemaster é espetacular, mas a forma como cada um deles é trabalhado ao longo do filme é que não funciona tanto. Mas o foco deste tópico é com análise no elenco, e todo ele deu muito certo. É interessante conferir a química que todos os personagens têm entre si, e nem mesmo Jessica Chastain, com uma vilã nada vezes nada, não ficou deslocada em meio a um elenco que já trabalha junto há quase 10 anos.

Ritmo do Filme

Por mais que X-Men: Fênix Negra seja um filme fraco, ao menos ele tem ritmo! Ritmo Cinemaster é um dos elementos que fazem o espectador prestar atenção ao filme. Confesso que dizer que esse tópico funcionou no filme pode ser meio duvidoso. Mas filmes com problemas semelhantes ao de X-Men: Fênix Negra, como Batman Vs Superman e Esquadrão Suicida, que também passaram por extensivas refilmagens, sequer tinham ritmo. Para dar uma resumida, ritmo é o que te faz continuar assistindo ao filme mesmo quando ele é fraco.

Efeitos Visuais

Um clímax ambientado durante à noite para esconder possíveis falhas dos efeitos visuais, já que o filme precisou passar por grandes refilmagens, o que afetaria diretamente no tempo de finalização da pós-produção, e cenas sensacionais ambientadas no espaço. Ao menos no aspecto visual Cinemaster X-Men: Fênix Negra veio bem. A cena dos X-Men no espaço, por exemplo, trouxe uma ótima combinação de efeitos visuais e trilha sonora. No mais, os efeitos visuais estão como eles deveriam estar para um blockbuster.

Direção

Por incrível que pareça Cinemaster Simon Kinberg realmente é talentoso como diretor. Gostei dos takes que ele escolheu, da forma como ele filmou todo o filme. Agora, o detalhe que particularmente gostei mais foi a forma como ele usou a própria câmera para criar os efeitos para mostrar o quão confusa estava a mente de Jean Grey. Note que Simon Cinemaster foca e desfoca a imagem justamente para criar essa sensação de desconfronto, que é exatamente o que o personagem está sentindo na cena.

Conexões com Primeira Classe

X-Men: Fênix Negra fez questão de excluir o máximo possível X-Men: Apocalipse. Apesar de uma grande referência ter sido feita, como quando Raven menciona que as mulheres estão sempre salvando o grupo… em Apocalipse foi a “Fênix” de Jean Grey que salvou todo o grupo e acabou com o tenebroso vilão interpretado pelo mega talentoso Oscar Isaac. Ainda assim, vieram três conexões bem interessantes com X-Men: Primeira Classe:

  • Quando Hank menciona para Raven que eles dois são os únicos que restaram de Primeira Classe;
  • Quando Xavier diz a Hank que foi na cozinha que ele conheceu Raven;
  • Quando Erik na cena final agradece a Charles por ter dado a ele um abrigo quando ele estava coberto de ódio e vingança.

Foi muito legal Cinemaster relembrar a produção. Muito legal mesmo!

O Que Não Deu Certo

A história

A trama de X-Men: Fênix Negra Cinemaster é muito, muito fraca. Mas eu ainda digo a você, a história teria solução. Dentro do que Simon Kinberg havia proposto para a personagem tinha como se tirar um filme muito bom, sobretudo, a partir da cena que Jean pequena e Xavier – no final do filme – conversam dentro da mente dele e a mutante o perdoa por ter escondido o fato de que seu pai ainda estava vivo. No entanto, só se é possível julgar o que está na tela. Os pontos de virada são fracos, as revelações criadas por Kinberg não criam conexão. Não há interação entre a história e o espectador. A prova é tanta que no final, quando Jean Grey morre... não há o menor sentimento por ela, não há um sentimento de perda, pelo menos por minha parte.

A vilã de Jessica Chastain

Cinemaster, se eu tenho certeza sobre algo em X-Men: Fênix Negra é que o filme não precisava de Jessica Chastain e da sua vilã. A personagem é completamente desnecessária, Cinemaster. Antes de tudo, Fênix Negra não precisava nem mesmo de uma vilã. As personalidades dúbias de Jean Grey e de Xavier eram mais do que suficientes para o desenvolvimento de uma história que conduzisse o espectador pelas mentes deles. Afinal Cinemaster o cerne de Fênix Negra, ou seja, o que Simon Kinberg tentou vender para todos nós era que o confronto psicológico entre Jean e Xavier seria o centro dessa trama. Então, qual a função de Vuk – Jessica Chastain – no filme?! Exatamente, nenhuma!

Falta de mitologia dos D’Bari

Quando uma história começa errada Cinemaster toda ela vai se desenvolver de forma errada! Quando você tem uma vilã desnecessária, tudo o que vem atrelada a ela consequentemente não tem força narrativa. Os D’Bari no final das contas se tornam apenas um nome no meio do filme e no máximo, alguns aliens tenebrosos que me lembraram os primeiros filmes de super-heróis, em que os vilões não serviram para absolutamente nada a não ser… ter um vilão!

P.S. Quando digo os primeiros filmes de super-heróis, deixei de lado Homem de Ferro, Homem-Aranha e afins.

Duração do filme

O tempo de duração é o primeiro sinal Cinemaster de que um filme tem problemas. Inclusive, eu e você chegamos a conferir aqui no #CinemaNews um PostMovie onde comentei que X-Men: Fênix Negra era um dos filmes mais curtos entre todos os da franquia principal de X-Men. A produção de Simon Kinberg tem 1 hora e 53 minutos, isso já com os créditos. O tempo de filme mesmo é de 1 hora e 49 minutos. Cinemaster, por tudo o que Kinberg tinha vendido até agora da produção era meramente impossível que algo bom viesse. E realmente não veio!

Morte de Raven

“Deus ex machina” é um elemento narrativo Cinemaster quando do nada, absolutamente do nada, surge um elemento que faz com que os personagens sejam salvos ou que de alguma forma eles possam se unir para resolver logo e de uma vez por todas a história apresentada. Pois bem, o “Deus ex machina” em X-Men: Fênix Negra é a morte de Raven. Sim, Jennifer Lawrence realmente fez a morte de sua personagem parecer um pouco mais interessante. No entanto, ao fazer da morte de Raven uma espécie de motivação para unir todos os X-Men contra Vuk e os aliens não seria uma solução egoísta tendo em vista que eles estavam lutando pela memória dela, enquanto salvar Jean Grey no final das contas havia se tornado meramente uma consequência dessa morte? Exatamente!

X-MEN: FÊNIX NEGRA [REVIEW]: A trilha de Hans Zimmer merecia um filme melhor

Jean Grey começa a desenvolver incríveis poderes que a corrompem e a transformam em uma Fênix Negra. Agora os X-Men terão que decidir se a vida de um membro da equipe vale mais do que todas as pessoas que vivem no mundo. Marcando sua estreia na direção Cinemaster, Simon Kinberg assina o comando do projeto, bem como o roteiro. E estão confirmados em X-Men: Fênix Negro: Jennifer Lawrence como Raven/Mística, James McAvoy como Charles Xavier, Tye Sheridan como Scott Summer/Ciclope, Jessica Chastain como a vilã Smith, Sophie Turner Jean Grey/Fênix, Michael Fassbender como Erik Lehnsherr/Magneto, Evan Peters como Peter Maximoff/Mercúrio, Kodi Smit-McPhee como Kurt Wagner/Noturno, Nicholas Holt como Hank McCoy/Fera e Alexandra Shipp como Ororo Munroe/Tempestade. E a estreia e X-Men: Fênix Negra Cinemaster tá agendada para 6 de junho de 2019!!!